Miolo Lote 43 DO 2022 – 750ml

Miolo Lote 43 DO 2022 é um tinto vegano (Merlot/Cabernet), multi-premiado com DO do Vale dos Vinhedos. Intenso e estruturado, com taninos firmes, e 12 meses em carvalho. Harmoniza carnes, queijos e risotos; bom potencial de guarda. Decantar 30 min.

R$ 260,00

4 em estoque

Informação adicional

Peso 1,400 kg
Dimensões 7,5 × 7,5 × 30 cm
País

Brasil

Garrafa

750ml

Harmonizações

Carnes Vermelhas, Hambúrguer, Risotos

Paladar Típico

Seco

produtores-de-vinho

Região

Vale dos Vinhedos, RS

Safra

2022

Temperatura de serviço

16°C a 18°C

Teor alcoólico

15%

Introdução O Miolo Lote 43 DO 2022 é um vinho tinto vegano, de perfil encorpado e elaborado pela Vinícola Miolo no Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves). Trata-se de um corte entre Merlot e Cabernet Sauvignon pensado para alta concentração, extração polifenólica controlada e integração entre fruta e estágio em madeira. Esta página assume que a ficha técnica numérica (volume, safra, teor alcoólico detalhado, etc.) já está disponível em outra seção. Terroir e viticultura do Miolo Lote 43 O Lote 43 nasce em vinhedos localizados dentro da área com Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos. A região é caracterizada por clima com influência continental moderada, amplitude térmica diurna que favorece maturação fenólica equilibrada, e prática vitícola voltada para controle de vigor e maturação homogênea. A condução do vinhedo prioriza seleção de cachos, colheita por maturação phenólica e manejo que reduz o rendimento para maior concentração. Essas medidas clássicas (podas, controle de brotação, mesa selecionadora na recepção) são parte do processo que visa extrair amadurecimento de sementes e pele sem excesso vegetal. Denominação de Origem — detalhe técnico sobre o Vale dos Vinhedos A Denominação de Origem (D.O.) do Vale dos Vinhedos — reconhecida como D.O. em 2012, após ter obtido inicialmente registro de Indicação de Procedência em 2002 — é um regime legal e técnico que delimita geograficamente a área, define cultivares autorizadas, e impõe um caderno de normas sobre práticas agrícolas, limites de rendimento, parâmetros de vinificação, rotulagem e rastreabilidade para que um rótulo possa ostentar a identificação da região. Na prática isso significa que, para um vinho levar a menção “Denominação de Origem Vale dos Vinhedos”, 100% das uvas devem provir da área demarcada e todo o processo produtivo (colheita, vinificação e alguns tratamentos) precisa cumprir as regras estabelecidas pela gestão da IG/Aprovale, que audita e valida os lotes conforme o regulamento. Em termos sensoriais e comerciais, a D.O. funciona como garantia de tipicidade e procedência: assegura ao consumidor que parte do caráter do vinho decorre do terroir (clima, solos e práticas locais) e oferece mecanismos de proteção legal e reputacional para os produtores dentro da demarcação — informação essencial para avaliadores e compradores técnicos que precisam diferenciar vinhos de procedência controlada daqueles sem certificação. Um dos mais famosos vinhos impulsores da DO para o Vale dos Vinhedos é o Merlot de Merlot da Vinícola Pizzato, outro grande vinho, junto com o exclusivo Pizzato DNA 99 Single Vineyard. Vinificação — etapas e decisões enológicas O Lote 43 segue um protocolo técnico que combina técnicas tradicionais e intervenções mecânicas direcionadas à qualidade do extrato polifenólico: Seleção de uvas em mesa selecionadora e desengace total, sem esmagamento inicial, para preservar integraidade dos peles. Enchimento por gravidade dos tanques de inox, minimizando stress oxidativo mecânico. Maceração pré-fermentativa a frio (cold soak) por 5 dias para extração colorimétrica e aromática sem extração pesada de taninos verdes. Fermentação alcoólica com temperatura controlada, com pico próximo de 30°C para otimizar extração e preservar equilíbrio aromático; uso de remontagens (abertas e fechadas), pigeages e delestages para gestão da extração polifenólica e estabilidade da película de levedura. Maceração pós-fermentativa de 16 dias visando maior extração tânica e polifenólica seletiva, antes do descube por gravidade. Adição do vinho de prensa ao vinho flor com vista à integração de componente estrutural sem excesso de dureza. Fermentação malolática espontânea e completa, contribuindo para redondeza, redução da acidez malas e estabilização microbiana. Amadurecimento por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano — combinação usada para trazer estrutura, textura e toques aromáticos complementares (vanila, tostado, cedro, especiarias) sem mascarar a fruta. Engarrafamento e conservação nas caves da vinícola até comercialização, controlando temperatura e luz para permitir homogeneização pré-venda. Composição e estrutura técnica O teor alcoólico divulgado é de 15,0%. Parâmetros como pH e acidez titulável não são uniformemente divulgados pela vinícola para cada lote, portanto, qualquer número adicional seria estimativa; para vinhos desse estilo e do Vale dos Vinhedos, é comum encontrar pH na faixa média (aprox. 3,5–3,8) e acidez titulável suficiente para manter equilíbrio frente a taninos potentes. O posicionamento do Lote 43 é o de um vinho com alta densidade de extrato seco, taninos firmes e boa presença alcoólica que contribui ao volume de boca. Análise sensorial detalhada Visual do Miolo Lote 43 Cor de vermelho púrpura de alta intensidade com bordas rubi. A densidade da cor indica extração maciça de antocianos e possivelmente elevada concentração de sólidos em suspensão antes do afinamento do estágio. Lágrimas moderadamente lentas podem indicar corpo e concentração. Olfativo — pirâmide e camadas Na abertura, o vinho exibe fruta madura e concentrada: compota de figo, ameixa-preta e cassis em camadas de base. Com tempo no copo e oxigenação, surgem notas terciárias complexas — cacau, trufa, alcaçuz e pimenta-preta — além de nuances de tostado e baunilha sutis provenientes do estágio em barrica. Há equilíbrio entre fruta e madeira; a evolução em taça revela gradação entre primário → secundário → terciário, sinal da boa integração enológica. Gustativo — textura e dinâmica Entrada de boca ampla, com elevado volume e sensação de calor alinhada ao teor alcoólico. Taninos presentes e bem granulados, oferecendo estrutura e mordacidade; acidez que sustenta o ataque e conduz o vinho em direção ao meio de boca. O final é longo e persistente, com retorno das notas de fruta e um resíduo aromático de cacau e especiarias. A sensação retronasal confirma a complexidade e a boa integração entre fruta, tanino e madeira. Para apreciadores técnicos, o Lote 43 mostra perfil de vinho para mastigar — concentração e textura que pedem pratos com gordura e proteína para harmonizar. Protocolo de degustação para especialistas Taça: prefira uma taça de Bordeaux com bojo largo e borda ligeiramente fechada para concentrar os aromas. Para análises mais detalhadas, utilize duas taças — uma para avaliação inicial e outra para evoluções a longo prazo no copo. Temperatura de serviço: 16–18°C. Temperaturas mais baixas escondem a textura; mais altas ressaltam álcool. Para garrafas mais jovens, 16°C realça frescor; para garrafas com 5+ anos, 18°C favorece evolução aromática. Decantação: recomendado para vinhos jovens e concentrados — 30–60 minutos; para exemplares muito fechados, até 2 horas. Amostras com 5–10 anos podem necessitar de decantação cuidadosa para separar sedimentação. Sequência de avaliação: observação visual → primeiro nariz a distância → segundo nariz com pequena oxigenação → prova em três passos (entrada, meio, final) → nota retronasal e evolução. Avalie estrutura: tanino (granulosidade, secura), acidez (vitalidade), álcool (equilíbrio, calor), extração (amarelecimento, astringência) e complexidade aromática (primário/terciário). Harmonização avançada para combinar o vinho Miolo Lote 43 A estrutura tânica e o volume de boca do Lote 43 pedem pratos com proteínas e/ou gordura para amortecer e casar com os taninos, além de ingredientes que dialoguem com as notas terciárias do vinho. Carnes vermelhas gordas: ribeye grelhado com sal grosso e manteiga de ervas — a gordura amacia taninos e realça frutos escuros. Cortes cozidos lentamente: ossobuco à milanesa ou ragu de costela — textura gelatinosa e colágena casa com corpo do vinho. Charcutaria e curados: presunto cru, salame de longa cura — sal e proteicos equilibram a sensação de boca. Pratos vegetarianos intensos: risoto de cogumelos (porcini), berinjela assada com redução de balsâmico, ou um ragù de lentilhas defumadas — harmonizam com notas terrosas e de cacau. Queijos: curados e de média-alta intensidade (pecorino, manchego envelhecido) — gordura e sal realçam fruta e amortecem tanino. Potencial de guarda e evolução na garrafa do Miolo Lote 43 Saiba tudo sobre o potencial de guarda neste artigo completo. O Miolo Lote 43 DO 2022, por sua extração e estágio em madeira, demonstra potencial de guarda. Uma estimativa conservadora de evolução sensorial pode ser: 0–3 anos: fase de juventude, fruta concentrada e taninos marcantes; ideal para consumo agora se decantado. 3–7 anos: integração crescente entre taninos, fruta e madeira; aromas terciários começam a se desenvolver com complexidade. 8–12+ anos: notas terciárias mais maduras (trufa, couro, cacau amargo) ganham protagonismo; guarda prolongada depende de armazenamento rigoroso. Recomendações de armazenamento: temperatura estável entre 12–16°C, umidade 60–75%, posição horizontal para manter a rolha hidratada, escuro, sem vibrações e com mínima oscilação térmica. Defeitos potenciais e como identificá-los Oxidação: perda de brilho, aroma plano e notas de fruto seco excessivo. Em taça, sabores achatados e cor mais tijolo. Contaminação por rolha (TCA): aromas de mofo, cartão molhado ou cave úmida; pode anular a fruta. Alta volatilidade acética: nervosidade aromática com notas de vinagre/acetato; indica problemas microbiológicos. Redução: aromas sulfídricos (ovo podre, isqueiro) na abertura — em muitos casos melhora com arejamento; se persistente, é defeito sensorial. Considerações enológicas e para compradores especializados O Miolo Lote 43 é construído para ser um vinho de identidade familiar e regional, combinando práticas de extração intensas com cuidado em estágio. Para enófilos e profissionais que avaliam técnica e potencial, observe a relação entre extração e maturação de sementes (para evitar taninos herbáceos) e a integração madeireira (se a madeira é aromática demais ou apenas estruturante). Ao comprar para guarda, priorize garrafas armazenadas corretamente e solicite procedência confiável.